[Português abaixo]
We are pleased to share a new briefing from the Biomass Action Network’s Latin America Working Group, created in collaboration with the Global Forest Coalition, that exposes the devastating impacts of industrial-scale biomass energy in Latin America. While governments and corporations promote biomass as “green” energy, this expansion is driving deforestation, water scarcity, social conflict, and land dispossession, threatening both communities and the climate. Read the briefing in English / Portuguese / Spanish coming soon!
What is in this briefing:
- How charcoal for “green steel” in Brazil and Paraguay relies on millions of tonnes of wood from monoculture plantations, displacing communities, draining water and enabling forced labour.
- How pulp and paper companies in Latin America embed large‑scale biomass power stations into their operations, using the veneer of renewables to intensify extractive plantation models.
- How agribusiness in Brazil, Paraguay, Argentina and Uruguay is burning woody biomass to dry industrial‑scale grains and power ethanol refineries—tying biomass expansion to land concentration and corporate control.
As well as a clear breakdown of the environmental and social impacts: forest degradation, biodiversity loss, broken labour rights, water stress, flawed carbon accounting and continuing colonial‑style resource extraction.
Key conclusions and recommendations: we must reject industrial biomass as a climate “solution”, promote forestry models rooted in rights and community control, and push for a just energy transition that doesn’t replicate old patterns of dispossession.
Why it matters: As the Brazilian government uses COP30 to spotlight bioenergy and the bioeconomy, this briefing shows the risks behind the so-called “green transition.” Industrial biomass is marketed as a climate solution, but it reproduces extractive economic models, undermines real mitigation efforts, and harms local communities. The briefing instead highlights the urgent need for rights-based, ecologically sustainable alternatives, including community-managed forests and agroecology.
Download the briefing in English and Portuguese. Spanish will be available soon.
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Estimades amigues, aliades e membros,
Com o início da COP30 em Belém, no Brasil, e com os holofotes voltados para a bioeconomia — incluindo o compromisso Belém 4X de quadruplicar a produção de combustível sustentável até 2035 —, este é um momento crítico para avaliar o que esses anúncios realmente significam para as florestas, para as comunidades e para a justiça climática.
Temos o prazer de compartilhar um novo briefing do Grupo de Trabalho da América Latina e do Caribe da Rede de Ação contra a Biomassa e da Coalizão Mundial pelas Florestas que expõe os impactos devastadores da energia de biomassa em escala industrial na região. Enquanto governos e corporações promovem a biomassa como energia “verde”, essa expansão está causando desmatamento, escassez de água, conflitos sociais e desapropriação de terras, ameaçando tanto as comunidades quanto o clima.
Descarbonização ou expropriação? A extensão da energia de biomassa em escala industrial na América Latina e seus impactos na região.
Leia o briefing agora em inglês / português / espanhol em breve
O que você encontrará nesta publicação:
Como o carvão vegetal para a produção de “aço verde” no Brasil e no Paraguai depende de milhões de toneladas de madeira proveniente de plantações de monocultura, expulsa comunidades, drena recursos hídricos e propicia o trabalho forçado.
Como as empresas de celulose e papel na América Latina incorporam usinas de energia a biomassa em grande escala às suas operações, usando a fachada das energias renováveis para aprofundar modelos de plantação extrativistas.
Como o agronegócio no Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai está queimando biomassa lenhosa para secar grãos em escala industrial e abastecer refinarias de etanol — vinculando a expansão da biomassa à concentração de terras e ao controle corporativo.
Um mapeamento claro dos impactos ambientais (e sociais): degradação florestal, perda de biodiversidade, violação dos direitos trabalhistas, escassez hídrica, falhas na contabilização de carbono e extração de recursos em moldes coloniais.
Principais conclusões e recomendações: devemos rejeitar a biomassa industrial como uma “solução” climática, promover modelos de manejo florestal baseados em direitos e na governança comunitária e pressionar por uma transição energética justa que não repita os antigos padrões de expropriação.
Por que isso importa: Enquanto o governo brasileiro se utiliza da COP30 para destacar a bioenergia e a bioeconomia — como o compromisso Belém X4, que pretende quadruplicar a produção de biocombustíveis —, este informe revela os riscos por trás da chamada “transição verde”.
A biomassa industrial é promovida como uma solução climática, mas reproduz modelos econômicos extrativistas, prejudica os esforços reais de mitigação e fere as comunidades locais.
O informe destaca, por sua vez, a necessidade urgente de alternativas baseadas em direitos e ecologicamente sustentáveis, incluindo florestas com governança comunitária e agroecologia. Já está disponível para download em inglês, espanhol e português. Leia-o online, saiba mais e partilhe-o amplamente com as suas redes:
O material já está disponível para download em inglês, espanhol e português. Leia online, conheça mais e compartilhe amplamente em suas redes:
Baixe agora o informe em inglês e português
Juntes, podemos denunciar as falsas soluções climáticas e apoiar transições energéticas que verdadeiramente protejam as pessoas, as florestas e o planeta.
